segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Minas é do tamanho da França




Para quem é mineiro, essa comparação é clássica! O área do território mineiro é bem próxima da francesa, com a diferença que aqui eles chamam o país de "o hexágono" e lá nós temos a nossa "velha"...para os cariocas de plantão, consultem o mapa de Minas e isso será rapidamente compreendido. Fica a menção, antes de entrar no assunto principal, que eles também, quando falam de Minas, descrevem que é um estado no Brasil que têm a mesma área de seu país, enfim, além disso, da relação íntima com o queijo e com o meio rural, as semelhanças se encerram por aí!
Obviamente que vocês sabem que não vou aqui tentar traçar um parâmetro de comparação babaca entre os dois lugares no intuito de igualar as Minas Gerais à França, deixo isso para os deslumbrados tanto por uma quanto por outra. A minha relação aqui é de saudade, mas de uma saudade de Minas que não tem tamanho, sem fim que nem ela e talvez só compreendida por quem entende Minas...
E já de cara vou esclarecendo que a Minas da qual falo é a minha Minas, Belo Horizonte, que se estende até Ouro Preto...ou então da minha outra Minas, Ouro Preto, que se estende até Belo Horizonte...
Paris, ao contrário de Beagá, concentra tudo que acontece aqui na França, injustiçando o interior do país que, pelo que dizem, é lindo e possui pessoas mais simpáticas que as daqui (o que já foi confirmado por mim)! Belô não tem essa pretensão, nunca concentrou Minas e nem vai fazê-lo, pois Minas são muitas e é bom que seja assim, e a minha Minas belorizontinaouropretana tem coisas que só ela e que fazem uma falta imensa aqui!
Os amigos obviamente são a falta que mais pesa, isso é inútil dizer e só me resta esperar reencontrá-los no breve dezembro...falo aqui da cachaça, do pão-de-queijo (aquele lá da Praça Tiradentes de OP), do queijo minas (que não é o frescal que os cariocas comem achando sê-lo), do canastra, das mesas de bar, do torresmo, da cerveja de garrafa e daquela sensação terna de estar sendo protegido e oprimido pela Serra do Curral e do Itacolomi. Depois de morar quase quatro anos fora de lá, aquele ritmo faz uma falta que não temos idéia quando partimos. Uma pinga regando um Rochedão...ai,ai,ai...quanto eu não daria por um Rochedão agora, um pastel de angu, um tropeiro, um frango ao molho pardo, um quiabo...a gente quase começa a gostar de verdade do Clube da Esquina e fico até com medo de pensar na chance de, ficando longe muito tempo, algiém possa passar a gostar até de Jota Quest!
Mas este texto aqui é meio que um devaneio de quem está estudando Ouro Preto a partir de uma universidade carioca em Paris, é só um retorno breve e sem graça ao Blog, que começou quando estava longe de eu retomar a escrita de minha tese, e agora chega a hora de voltar e aí é que as idéias que estão o tempo todo lá em Ouro Preto, se misturam com a saudade de um copo sujo em plena Savassi e são massacradas pela Torre Eiffel sempre presente para nos lembrar que o Itacolomi está lá bem longe...