terça-feira, 10 de abril de 2007

86,98,2006...

Para bom entendedor, meia palavra basta! Os números supracitados dão um certo frio na espinha de qualquer um que saiba da existência do futebol...enfim, todos vocês que estão lendo este Blog. Mas antes de comentar sobre tais eventos, é melhor inverter a jogada para explicar um pouco de minhas reflexões sobre o esporte com sangue bretão, mas talento sul-americano...
De uns tempos pra cá, sobretudo quando da mudança das regras do Campeonato Brasileiro para pontos corridos, venho pensando sobre o que pode ser uma caracterização de uma boa equipe de pelota. À época, lembro de muitos afirmando, fosse na imprensa, fossem nos botecos, que o campeonato havia ficado mais justo (?), devido ao fato que os times que possuem uma constância seriam valorizados com a nova forma de pontuação do capeonato...Para mim, esta foi (mais) uma trapalhada da CBF na direção de criar um campeonato cada vez mais comercial. Lembro-me de ver vários noticiários esportivos que começaram a valorizar a estrutura dos clubes como motvo de glória, até o exagero mesmo do Globo Esporte que começou a divulgar, quando mostrava algum time em suas reportagens, o valor da folha de pagamento (!) de cada um, mostrando sua potência futebolística...como se futebol se tratasse de constância, permanência, dinheiro, justiça...nada disso, o futebol sempre foi contraditório, transformador, surpreendente!
Recuando um pouco, fiquei me esforçando por tentar compreender uma nova forma de valorizar uma equipe, de modo que, há alguns anos, valorizo um time não apenas por seu futebol em campo, e nunca pelo seu lastro de ouro, mas por seu espelho mais fiel, sua torcida. Para mim, além da bola rolando haverá sempre o eco das arquibancadas para lastrear um time, este sim um patrimônio inestimável daquilo que o futebol tem de mais belo, a alegria que ele traz.
Parto para o ataque enfim vos contando minha experiência em uma noite que fui assistir com Renata ao amistoso França(1) x Áustria(0). Obviamente que o que acontecia no campo só me deixava cada vez mais sem palavras diante dos ocorridos nas datas que dão nome a esta postagem. Em campo, ao vivo, houve a confirmação do que já havia assistido diante da televisão (antes de cochilar), um futebol sem graça, do pior tipo do chamado futebol novo do corre-corre e sem (g)raça, futebol de resultados, futebol do Parreira, futebol neoliberal, enfim, como preferirem, aquele futebol que o Cruzeiro, por exemplo, gosta de apresentar (ôpa, falta!).
Mas passo a bola para então meu argumento inicial sobre uma equipe e a sua torcida. Alegria, suavidade, tranquilidade seriam as palavras para definir os franceses em um estádio, que é um verdadeiro "programa-familia" por aqui. Com seus gritos de "Allez les bleues!" que são legais no início e chatíssimos depois por serem os únicos, a torcida fica lá, apertando aquelas insuportáveis buzinas e fazendo umas dez "holas" seguidas...Ou seja, a torcida vai ao estádio para se divertir em conjunto, em grupo...As holas se tornam uma grande atração a parte, senão a única, e a toda hora a gente tem que levantar, nem que seja so um braço, para acompanhar a multidão.
Matando no peito, a torcida faz isso e tem que fazer por que não estão lá para ver um bom futebol, esta é a minha conclusão...É impossível assistir direito ao jogo com tanta macaquisse na platéia...Não, eles não estão lá para dar força à equipe, mas para se divertir enquanto torcida, o que me faz concluir que, chutando a bola, a Seleção é incapaz de atrair a atenção dos espectadores, que preferem prestar atenção nas vinte ou trinta holas que fazem durante o jogo (não é exagero)...mas enfim, ganharam da gente em campo em 86, em 98 e 2006...bola na trave!!!!

5 comentários:

Renata Flores disse...

Mais uma bola dentro, Zamô!
Só não dá pra deixar de comentar que ao cuspir pro alto temos o risco de receber na testa... Allez Carrie Bradshaw!!!
Pra bom entendedor...
hahahahahaha

Léo Rodrigues disse...

É claro q eu não lí isso tudo.
Só vim deixar um abraço e dizer q achei fantástico saber q estás no meio dum doutorado. rsrsrs Depois volto p ler, ok?
Não esqueça de tomar banho todos os dias.
=D

Léo Rodrigues disse...

Léo do Izabela, vc lembra, né?
rsrsrs

Geo de Sant'Anna Bouritis disse...

Adorei o texto!
Me lembrei de um filme que assisti no fim de semana, cujo nome vou ficar te devendo.
O filme conta a história do time americano na Copa de 50 e mostra um pouco da paixão e da raça que a gente anda perdendo.
Qdo falo isso, não me limito ao futebol. Falo da vida.
Infelizmente, tenho achado que, às vezes, o mundo anda perdendo seus valores.
Beijo e saudade de vcs!

barbara disse...

resumindo, não há torcida como a do grande Galo!!! Gaaaaaaaaaaalo!
beijão...